Macacão de Noiva, de Nelson Rodrigues...
Numa tentativa, ainda não testada, de deixar o figurino mais expressionista, o pseudo vestido de Alaíde será de tule rodado. Não, não faltou uma vírgula ali. É TULE RODADO mesmo, ou, melhor dizendo, enrolado. Se a questão fosse arrumar costurando, cortando e ajeitando metros e metros de tule no corpo, formando, de FATO, um vestido, não seria problema nenhum. Mas o tule será amarrado na minha perna, sendo enrolado, enrolado, enrolado, enrolado, até que todo o meu corpo fique coberto, com excessão dos braços, colo e pescoço. Serei, literalmente, empacotada, enquanto observo, enciumada, os demais vestidos de época das menininhas, todas contentes e, principalmente, confortáveis (podendo andar), sem parecer uma foca ou um embrulho. Talvez seja uma questão pessoal essa sacanagem de fazer com que eu me enrole em 12m de tule em 3 minutos numa cochia de 25cm²...
Agora, concluindo: COMO DIABOS SABERÃO QUE ALAÍDE ESTÁ COM UM VESTIDO DE NOIVA? Usando um véu e uma grinalda que não serão enrolados na minha cabeça feito um turbante.
Bisous, Ana Maria.
terça-feira, 31 de março de 2009
domingo, 29 de março de 2009
sábado, 28 de março de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
Tirando o pó.
Pó tem uma sonoridade incrível. Não só a própria palavra pó, mas também hipócrita, hipopótamo, cipó. Eloquente também. É uma pena que não dê tanta vontade de ler ELOQUENTE sem a trema. (eloqüente).
Isso não tem nada a ver. O importante mesmo é que tem três eventos dos quais se espera bastante pra acontecer em um intervalo de dez dias, ou seja: já vai chegar no limite do ano, pra Maringá, infelizmente. Portanto, aproveitem, frequentem, desfrutem de cada segundo, porque esperar um bom espetáculo está para Maringá assim como esperar a volta de Jesus está para os budistas.
bisous,
Ana Maria.
Isso não tem nada a ver. O importante mesmo é que tem três eventos dos quais se espera bastante pra acontecer em um intervalo de dez dias, ou seja: já vai chegar no limite do ano, pra Maringá, infelizmente. Portanto, aproveitem, frequentem, desfrutem de cada segundo, porque esperar um bom espetáculo está para Maringá assim como esperar a volta de Jesus está para os budistas.
bisous,
Ana Maria.
Pra longe de mim.
Sobre Cupidos.
Love's an excuse to get hurt/ And to hurt/Do you like to hurt?/ I do I do/ Then hurt me.
Não, eu não quero pretendentes, eu não quero namorado, eu não quero desencalhar. Não mesmo. Eu não quero aquele, nem esse nem aquele outro. Só se o "aquele outro" for o Andrew Bird, reconsideramos. Agora se os cupidos wannabe puderem fazer o favor de me deixar em paz A GENTE AGRADECE.
E não, meu objetivo de vida não é conseguir um anelzinho da prata fina.
Fazendo o Gainsbourg,
No no thanks no.
Love's an excuse to get hurt/ And to hurt/Do you like to hurt?/ I do I do/ Then hurt me.
Não, eu não quero pretendentes, eu não quero namorado, eu não quero desencalhar. Não mesmo. Eu não quero aquele, nem esse nem aquele outro. Só se o "aquele outro" for o Andrew Bird, reconsideramos. Agora se os cupidos wannabe puderem fazer o favor de me deixar em paz A GENTE AGRADECE.
E não, meu objetivo de vida não é conseguir um anelzinho da prata fina.
Fazendo o Gainsbourg,
No no thanks no.
sexta-feira, 20 de março de 2009
IUPIIIIIIIIIII S2~*
Eu sei que você tá com INVEJINHA só porque fomos eleitas fadinhas FoFuChaXx por uma das pessoas mais invejadas de Maringá. Você também pode tentar ser uma gatinha pirlimpimPIMP para sair fadiando por aí, clicando aqui.
Obs: Cuidado para não molhar o seu teclado
BeijinhoiXX
Obs: Cuidado para não molhar o seu teclado
BeijinhoiXX
terça-feira, 17 de março de 2009
Sobre os anos [4]
Prazer infância, meu nome é Giovana. Encantada. Tenho 15, e você?
Eu aprendi a ler aos 3 e me refugiei nisso. Eu não tinha primos nem irmãos. Eu não tive contato com os outros até entrar na escolinha. E era difícil. Era muito difícil ser a borboleta, e não a Sereia loira e bonita. Era difícil não saber que falar em público com os amigos imaginários pode trazer más impressões. E piadinhas. E professores chamando seus pais.
Mas nem tudo era cinza assim. Eu me imaginava dançando, cantando, pintando, via-me em desenhos animados com algum garoto bonito. Eu era feliz. Eu parecia (de verdade) a Björk.

Sobre a família. Assim como a Tóia Tetéia, passei muitos momentos lindos dos meus anos em Cruzeiro. (Será que nós éramos companheiras de parquinho dona Tóia?) Eu lembro da casa da bisavó. Do balanço na jabuticabeira. Da rede. Do doce de leite. Do meu bisavô cantando em alemão. Da minha tia-avó solteirona tocando teclado. Lembro do cheiro bom de madeira. Lembro do gato Chico. Lembro das orações antes de cada refeição. Lembro que todos censuravam meus pais, por serem tão novos. E eu sempre achando que tinha o papai mais gatinho, a mamãe mais bonita. Lembro sobretudo do meu avô materno. A pessoa que eu mais amo no mundo. A pessoa que eu quero que viva para sempre. Eu lembro dos elogios. Do orgulho, da esperança depositada em mim.
Eu lembro das perdas.
Eu lembro de mim.
Eu aprendi a ler aos 3 e me refugiei nisso. Eu não tinha primos nem irmãos. Eu não tive contato com os outros até entrar na escolinha. E era difícil. Era muito difícil ser a borboleta, e não a Sereia loira e bonita. Era difícil não saber que falar em público com os amigos imaginários pode trazer más impressões. E piadinhas. E professores chamando seus pais.
Mas nem tudo era cinza assim. Eu me imaginava dançando, cantando, pintando, via-me em desenhos animados com algum garoto bonito. Eu era feliz. Eu parecia (de verdade) a Björk.

Sobre a família. Assim como a Tóia Tetéia, passei muitos momentos lindos dos meus anos em Cruzeiro. (Será que nós éramos companheiras de parquinho dona Tóia?) Eu lembro da casa da bisavó. Do balanço na jabuticabeira. Da rede. Do doce de leite. Do meu bisavô cantando em alemão. Da minha tia-avó solteirona tocando teclado. Lembro do cheiro bom de madeira. Lembro do gato Chico. Lembro das orações antes de cada refeição. Lembro que todos censuravam meus pais, por serem tão novos. E eu sempre achando que tinha o papai mais gatinho, a mamãe mais bonita. Lembro sobretudo do meu avô materno. A pessoa que eu mais amo no mundo. A pessoa que eu quero que viva para sempre. Eu lembro dos elogios. Do orgulho, da esperança depositada em mim.

Eu lembro das perdas.
Eu lembro de mim.
Sobre os anos...[3]
Quando eu morava em Umuarama, os Domingos eram considerados um dia santo, dia de rodar 27 Km em direção a casa da vovó comer frango assado, pão caseiro, balinhas de caramelo e com sorte, encontrar os primos que moravam longe - Maringá - para passar o dia brincando de colocar carretéis de linha vazios nos dedos, brincar de polícia e ladrão, brincar na lama do quintal fazendo bolinhos de terra cobertos com folhinhas, e as famosas guerrinhas de mamona(estas vendidas pelo Zé a R$0,25 na escolinha, malandro).
A guerrinha iniciava-se logo depois do almoço, consistia em dez minutos para passear pelas estradinhas de terra de Cruzeiro do Oeste em busca de pés carregados das malignas bolinhas verdes, e depois voltar para a frente da casinha de madeira da vó começar a tortura, sendo que eu sempre levava a pior, mas eu não ligava e ficava lá apanhando.
Porém, só ficávamos satisfeitos se íamos para a chácara prolongar a brincadeira, a guerra com laranjas podres, brincar com os porquinhos, com as vaquinhas, andar de cavalo, pegar jabuticaba, acerola e ficar igual boba pegando algodão e tirando os carocinhos pra depois jogar tudo fora.Voltavamos imundos para casa, e agora a brincadeira era se esconder do banho gelado.
Os anos passaram, fins de semanas em família passaram, tardes de carroça, no pesqueiro, na jabuticabeira, na lama, na terra, na chuva, no jardim, o tempo passou.
Por mais que agora more em Maringá, "a cidade dos primos", parece que a distância aumentou ainda mais, é cada vez mais difícil reunir a família. Tardes em Cruzeiro são monótonas, todo mundo na frente da TV, todo mundo com nojinho.
O tempo era nossa distância.

Ps: eu não morava na roça
Assinar:
Comentários (Atom)

